sábado, 2 de julho de 2011
Sábado e domingo: os dois passeios dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Dentro do parque são permitidos dois passeios em trilhas bem definidas, necessariamente em acompanhamento por guias cadastrados. É uma pequena porção do parque disponível para visitação: um passeio é o dos Canions e da cachoeira das Carioquinhas e o outro é o dos saltos do Rio Preto.
Para cada passeio, você começa a caminhada lá pelas 9 - 9:30 h na entrada do parque e termina lá pelas 16-17h. Durante o dia, horas de caminhada no cerrado em meio à natureza e ao que restou dos garimpos (a região foi, antes da formação do parque, área de garimpo de cristal de quartzo), com direito às histórias dos guias. Gostei muito do acompanhamento do Sr Wilson, guia mais antigo da região, que tinha muitas histórias para contar - nascido em São Jorge, filho de garimpeiro (e que também garimpou).
Basta chegar na entrada do parque (que fica a cerca de 1 km do povoado de São Jorge) - eu ia de MOTO e lá formava grupo com outros turistas que chegavam. O que não faltou foi banho em água gelada! Abaixo algumas fotos, a que eu apareco acompanhado é pelo Seu Wilson:
Marcadores:
Expedição Sertão Gioano,
Viajar de Moto
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Ainda em São Jorge
Pessoal, ainda estou em São Jorge. Os passeios estão muito legais. Como a internet aqui é a manivela, atualizarei as informações quando chegar em Sampa. Desculpem, mas não há paciência que aguente essa conexão...
Até lá, até lá. Até lá!
Até lá, até lá. Até lá!
Marcadores:
Expedição Sertão Gioano,
Viajar de Moto
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Para Brasília e para São Jorge
Ontem à noite saímos eu e a família do Rodrigo Bastos, sua esposa Dani e os seus filhos Tetê e Lori. Passeamos um pouco por Goiânia, tomamos umas cervejas e papeamos bastante... com direito a dicas sobre o roteiro que eu pretendia seguir no dia seguinte. Foi muito bom revê-los. Obrigado amigos, pela acolhida aí em Goiânia!
Hoje saindo de Goiânia passei por Brasília (cerca de 200 Km, estrada tranquila) e resolvi entrar na cidade só para conhecê-la (nunca estive antes lá). Passei no Palácio da Alvorada e pedi para falar com a Dilma. Queria levar ela para dar um rolê na vermelhinha (minha moto, minha V-Strom, que é vermelha...). Os guardas não deixaram. Expliquei que fui eleitor dela, não adiantou. Escrevi um bilhete:
"Olá Dilma!
Quer dar uma voltinha na vermelhina? Estou aqui fora te aguardando.
Não se assuste - acesse www.motoconesul.com
Fraterno abraço,
Marcos Catania - cidadão brasileiro - seu eleitor"
Mas também não deu certo. Saí de lá e fui conhecer a avenida monumental, com direito a estacionar a Vermelhinha bem na frente do congresso nacional. Achei Brasília bonita e com um quê de sinistro, não sei explicar, turismo urbano não é para mim...
De lá segui em direção a Alto Paraíso de Goiás (veja em um mapa!). Foram cerca de 250 Km de estrada lotada de remendos e buracos - os quais a V-Strom atropelou confortavelmente andando a 120-140 Km/h. Como faz diferença uma moto com suspensão apropriada para essas estradas!
Chegando a Alto Paraíso, saí da GO 118 para entrar na GO 239, em direção ao destino final do dia (senão mais uns 150 Km e eu parava em Tocantins!). Foram 23 Km de asfalto - e então começou a terra. Depois de 13 km de estrada de chão eis-me encostado na Chapada dos Veadeiros, em um pequeno povoado de ruas de terra com cerca de 500 habitantes chamado São Jorge.
No caminho, a paisagem do cerrado, e vista para a Chapada e para campos de buritis - o Jardim de Maytrea. Muito bonito! A pousada escolhida - Trilha Violeta, bonita, simples e barata. Perfeita!
Como ainda era cedo (cheguei em São Jorge umas 14:30), almocei uma comidinha caseira (arroz, feijão preto, abóbora, cenoura, beterraba e farofa de carne com quiabo e uma boa pimentinha) e fui conhecer o Sítio Espaço Infinito - Santuário Ecológico do Salto Raizama. Estrada de terra de novo com a motoca, até o inicio da trilha, com a chapada ao fundo, muitas flores, o cerrado e cachoeiras, cânions e piscinas naturais. Eram já 6 da tarde mas rolou aquele mergulho, é claro.
É isso aí: boas estradas, tempo excelente, comida boa e simples, povoado acolhedor, e muita natureza - o que mais que o cara pode querer?
Agora vou jantar. Amanhã a história continua! Até lá, até lá. Até lá!
Hoje saindo de Goiânia passei por Brasília (cerca de 200 Km, estrada tranquila) e resolvi entrar na cidade só para conhecê-la (nunca estive antes lá). Passei no Palácio da Alvorada e pedi para falar com a Dilma. Queria levar ela para dar um rolê na vermelhinha (minha moto, minha V-Strom, que é vermelha...). Os guardas não deixaram. Expliquei que fui eleitor dela, não adiantou. Escrevi um bilhete:
"Olá Dilma!
Quer dar uma voltinha na vermelhina? Estou aqui fora te aguardando.
Não se assuste - acesse www.motoconesul.com
Fraterno abraço,
Marcos Catania - cidadão brasileiro - seu eleitor"
Mas também não deu certo. Saí de lá e fui conhecer a avenida monumental, com direito a estacionar a Vermelhinha bem na frente do congresso nacional. Achei Brasília bonita e com um quê de sinistro, não sei explicar, turismo urbano não é para mim...
De lá segui em direção a Alto Paraíso de Goiás (veja em um mapa!). Foram cerca de 250 Km de estrada lotada de remendos e buracos - os quais a V-Strom atropelou confortavelmente andando a 120-140 Km/h. Como faz diferença uma moto com suspensão apropriada para essas estradas!
Chegando a Alto Paraíso, saí da GO 118 para entrar na GO 239, em direção ao destino final do dia (senão mais uns 150 Km e eu parava em Tocantins!). Foram 23 Km de asfalto - e então começou a terra. Depois de 13 km de estrada de chão eis-me encostado na Chapada dos Veadeiros, em um pequeno povoado de ruas de terra com cerca de 500 habitantes chamado São Jorge.
No caminho, a paisagem do cerrado, e vista para a Chapada e para campos de buritis - o Jardim de Maytrea. Muito bonito! A pousada escolhida - Trilha Violeta, bonita, simples e barata. Perfeita!
Como ainda era cedo (cheguei em São Jorge umas 14:30), almocei uma comidinha caseira (arroz, feijão preto, abóbora, cenoura, beterraba e farofa de carne com quiabo e uma boa pimentinha) e fui conhecer o Sítio Espaço Infinito - Santuário Ecológico do Salto Raizama. Estrada de terra de novo com a motoca, até o inicio da trilha, com a chapada ao fundo, muitas flores, o cerrado e cachoeiras, cânions e piscinas naturais. Eram já 6 da tarde mas rolou aquele mergulho, é claro.
É isso aí: boas estradas, tempo excelente, comida boa e simples, povoado acolhedor, e muita natureza - o que mais que o cara pode querer?
Agora vou jantar. Amanhã a história continua! Até lá, até lá. Até lá!
Marcadores:
Expedição Sertão Gioano,
Viajar de Moto
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Goiânia! - A madrugada que embranqueceu!
"O senhor vá ver, em Goiás, como no mundo cabe mundo." - jagunço Riobaldo - Grande sertão: veredas
Hoje saí para o sertão de novo... Consegui um alvará de soltura em casa (viva a Antonela que vai segurar a bronca sozinha com o Vítor!) e vim passar uns dias em Goiás.
Fazia tempo eu queria chegar na divisa da foto. Mas Minas é um estado muito grande, só sabe quem já viajou pelo norte dele - e a tal divisa goiana nunca chegava. Muitos lugares legais para drenar o tempo de quem viaja pelo norte de Minas. Dessa vez chegou!
Foram os 1000 Km mais indolores da minha vida. Saí 5:30 da matina, cheguei aqui 15:00 - média global superior a 100 Km/h. Moleza!
Saindo de casa, uma madrugada bastante gelada, e dessa vez eu estava bem protegido do frio. Luava forte, lua cheia, um farol lá em cima. E seguindo pela Rodovia dos Bandeirantes, muita neblina, a madrugada embranquecida pela luz da Lua no neblim. Mais adiante, perto de Ribeirão Preto, com o nascer do dia, dos pontos mais elevados da estrada eu avistava as nuvens acumuladas nos vales, para entrar nelas quando chegava lá embaixo. Da banda da mão esquerda a Lua, e da banda da mão direita, o Sol. Todo nascer do dia na estrada é um espetáculo, que nunca se repete!
Até a divisa com Minas um tapetão. Depois até Uberlância também. Depois de Uberlândia trechos em obras, rodovia em duplicação, até trecho de terra peguei. Aproximando da divisa goiana pista duplicada novamente. E assim até aqui.
E em Minas, bastante vento lateral. Para dar mais gostinho na pilotagem...
E chegando aqui um calorzão bom, prá quem tava no frio de São Paulo. Sucesso!
Agora à noite marquei de sair com o irmão Rodrigo Bastos aqui de Goiânia. Vamos tomar umas cangibrinas...
Beijos a todos que estão me acompanhando. Gostaria muito que a Antonela estivesse aqui comigo, assim como o Vítor, e o Ernesto Miguel André Bruno (The Serial Keeper) Maurício Felipe Mariano Esquistossoma Etcétera - o sobrenomeado em quantidades que está na barriga da Antonela.
Amanhã, para algum vilarejo pequeno pros lados do norte do Estado de Goiás! Até lá, até lá. Até lá!
Marcadores:
Expedição Sertão Gioano,
Guimarães Rosa,
Viajar de Moto
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Muita coisa aconteceu...
Faz tempo eu devia ter adicionado posts por aqui...
Primeiro para falar do lançamento do livro do Renato Lopes (vide post anterior) em Santa Maria. Estivemos presentes lá - foi um grande prazer participar desse momento especial para o Renato Lopes, em um período tão intenso da sua vida, às vésperas da partida para a sua maior empreitada motociclística, rumo ao mar Ártico - Alasca, de MOTO, é claro.
Segundo para lamentar o falecimento do Irmão Gustavo Luiz Pamplona, dia 28 de maio, enquanto dirigia a sua moto, com a sua esposa, Mônica, que sobreviveu ao acidente, na garupa. O Gustavo era um expert e um apaixonado por MOTOS, e com sua humildade ia nos ensinando sempre um pouco do seu conhecimento de mecânica de motos, de alegria e de amizade.
"Deus nos dá pessoas e coisas, para aprendermos a alegria... Depois, retoma coisas e pessoôas para ver se já somos capazes da alegria sozinha... Essa - a alegria que Ele quer..." - Lala ou Lalinha ou Leandra - Buriti - Noites do Sertão - Corpo de Baile - João Guimarães Rosa
"Amigo é: poucos, e com fé e escôlha, um parente que se encontrava. Um bom amigo vale mais que uma bôa carabina." - Surupita (fazendeiro do Ão) - Dão-Lalalão - Noites do Sertão - Corpo de Baile - João Guimarães Rosa
A foto desse post foi tirada em um dia muito especial que tivemos a honra de passar com o Gustavo e com a Mônica, quando visitamos o Parque Estadual de Vila Velha, no Paraná. Ele continua morando nos nossos corações, e desejamos muita força para que a Mônica supere a perda.
Desculpem juntar os dois assuntos em um post apenas. Sinto-me sem jeito para falar do Gustavo nesse momento tão difícil, então comentar do lançamento do livro ajudou a abrir o post. Espero que o Renato esteja aproveitando a travessia (a última notícia que eu tive ele já estava em Cancun).
domingo, 24 de abril de 2011
IMPERDÍVEL: Lançamento do segundo livro do Renato Lopes
CONVITE
RENATO LOPES e a Direção do MOTOGARAGE
tem a honra de convidar V. Sª. e família para o
lançamento do livro
“De Motocicleta – Pelas carreteras da América do Sul -
Os 13 países em 63 dias”,
que acontecerá no MOTOGARAGE Botequim,
em Santa Maria.
Data: 27/04/2011
Hora: A partir das 19 h e 20 min até às 23 h e 30 min
Endereço: Rua Floriano Peixoto, quase esquina com Av. Medianeira
Grande notícia!
Quem puder comparecer, não perca a oportunidade de conversar com o autor na noite do lançamento, em Santa Maria - RS.
Nós estaremos lá!
Abaixo transcrevo a mensagem do autor:
Caros amigos(as) e irmãos,
Tenho o prazer de encaminhar o convite para o lançamento do meu novo livro.
"De Motocicleta - pelas carreteras da América do Sul".
Venha conhecer essa obra que leva o leitor a viajar junto com o autor e objetiva motivar outros viajantes, mostrando que é possível ir um pouco mais longe com segurança.
Solicito a gentileza de divulgar entre seus amigos motociclistas ou não.
Fraterno motoabraço
Renato Lopes
Santa Maria - RS - Brasil
GS 1200 - BMW - "Possante Plus"
G 650 GS - BMW
www.renatolopesmotoviagem.com
Santa Maria - RS - Brasil
GS 1200 - BMW - "Possante Plus"
G 650 GS - BMW
www.renatolopesmotoviagem.com
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Desde dezembro
Vejam que não teve post esse tempo todo.
Highlights do período:
Estava em El Chaltén no período em que o alpinista carioca Bernardo Collares tentava subir o Fitz Roy. Acabou que ele faleceu na tentativa. E começou que naqueles dias o clima estava estranhíssimamente bom e sem as inconstâncias típicas da Patagônia. Ceu azul, azul, azul, um calorão (fui visitar o Glaciar Perito Moreno de bermuda e camiseta), com NENHUM vento, e o Fitz Roy majestoso deixando-se ver de todos os lados sem as habituais nuvens ocultando seu pico. Visão de tirar o fôlego!
E voltando de El Chaltén para El Calafate pude cumprir uma promessa que há muito eu NÃO tinha feito, mas ao cumpri-la foi como se na verdade tivesse prometido e reprometido: parei na estrada, ao lado de um altar da Defunta Correa (se alguém não conhece a história desse mito patagônico é só falar que eu explico depois em outro post) e pude, silenciosamente, depositar uma garrafa de água ao seu altar e, com a mente livre de pensamentos, experimentar a gratidão pela oportunidade de ter vivido tudo o que compartilhei com a Antonela por cada centímetro percorrido através dos milhares de quilômetros que rodamos de MOTO pelas estradas patagônicas austrais, onde o imaginário da Defunta Correa sempre esteve conosco.
"Eu sei que esta narração é muito, muito ruim para se contar e se ouvir, dificultosa; difícil: como burro no arenoso. Alguns dela não vão gostar, quereriam chegar depressa ao final. Mas - também a gente vive sempre somente é espreitando e querendo que chegue o termo da morte? Os que saem logo por um fim, nunca chegam no Riacho do Vento. Eles, não animo ninguém nesse engano: esses podem, e é melhor, dar volta para trás. Esta estória se segue é olhando mais longe. Mais longe do que o fim; mais perto. Quem já esteve no Urubuquaquá?" - João Guimarães Rosa - Cara-de-bronze - No Urubuquaquá, no Pinhém - Corpo de Baile
Parabéns, Bernardo, você chegou ao Riacho do Vento, e seu corpo descansa lá agora. Quem já esteve na Patagônia? [e se sentiu longe de todos, mas longe de todos, e mais perto do seu verdadeiro ser?]
"O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais." - jagunço Riobaldo - Grande sertão: veredas - João Guimarães Rosa
Assinar:
Postagens (Atom)


